The Lucky Trip · guia de viagem com a curadoria de Bruno De Luca
Vale do Loire
França
O trecho do rio Loire onde a realeza francesa construiu seus castelos, entre jardins geométricos, vinhedos e cidades de pedra clara que mudam de estilo a cada dinastia.
O Vale do Loire tem 45 lugares na curadoria do The Lucky Trip, assinada por Bruno De Luca: 16 para ficar, 12 para comer e 17 para fazer, em 5 regiões. O roteiro ideal tem 5 dias, e os melhores meses para ir são maio, junho, setembro e outubro.
Guia assinado por Bruno De Luca. Apresentador e fundador do The Lucky Trip. Mais de 20 anos em viagens, 200+ episódios de Vai Pra Onde?.
Sobre o Vale do Loire
O Vale do Loire é a região que a França escolheu para construir os castelos da realeza, entre o fim da Idade Média e o Renascimento. Num trecho de pouco mais de 280 quilômetros ao longo do rio Loire ficam mais de trezentos castelos, e uma dúzia deles está entre os mais visitados do país. A Unesco reconheceu o trecho entre Sully-sur-Loire e Chalonnes como Patrimônio Mundial em 2000, pela paisagem cultural formada por rio, vinhedo e arquitetura juntos.
Cada cidade guarda um castelo diferente. Amboise tem o castelo onde Leonardo da Vinci passou os últimos anos de vida, a poucos metros da casa onde morou. Chenonceau atravessa o rio Cher em cinco arcos e ganhou o apelido de Castelo das Damas. Chambord é o maior e o mais ambicioso, com uma escada de dois lances em espiral que talvez tenha sido desenhada pelo próprio Da Vinci. Blois muda de estilo a cada fachada, porque foi reformado por reis diferentes ao longo de séculos. Chinon guarda a fortaleza onde Joana d'Arc reconheceu o futuro rei Carlos VII escondido entre a corte. Saumur tem o castelo mais fotografado do rio e a Cadre Noir, a escola de equitação mais tradicional da França. Villandry não é sobre o castelo, é sobre o jardim, com seis hectares de canteiros geométricos que mudam de desenho a cada estação. Azay-le-Rideau parece flutuar sobre o próprio reflexo, cercado de água por quase todos os lados.
O vale também é a maior região vinícola às margens de um só rio na França, com brancos secos de Vouvray e tintos leves de Chinon e Bourgueil. A melhor forma de circular é de carro, pela estrada que acompanha o rio, mas dá para pedalar também pela Loire à Vélo, uma das ciclovias mais bem sinalizadas da Europa. As cidades ficam a 40 minutos umas das outras de carro, e a base mais prática para quem tem só alguns dias é Amboise ou Tours.
Perguntas frequentes sobre o Vale do Loire
Qual é a melhor época para ir ao Vale do Loire?
Maio e junho trazem os jardins de Villandry no auge e as noites já longas e claras. Setembro e outubro somam a colheita da uva e as árvores virando cor, com menos fila nos castelos mais visitados. Julho e agosto lotam Chambord e Chenonceau e sobem o preço da hospedagem. O inverno é baixa temporada de verdade: dias curtos, frio úmido e alguns castelos menores fecham ou reduzem o horário entre novembro e março.
Quantos dias ficar no Vale do Loire?
O roteiro ideal no Vale do Loire tem 5 dias, na conta da curadoria do The Lucky Trip. Dá para dividir esse tempo entre Blois e Chambord, Amboise e Chenonceau, Tours e Chinon e Saumur, as regiões com mais lugares no guia.
Onde ficar no Vale do Loire?
O guia do Vale do Loire tem 16 hospedagens escolhidas, com mais opções em Blois e Chambord, Amboise e Chenonceau, Chinon e Saumur e Tours. Alguns nomes da lista: Château de Nanteuil (Blois e Chambord), Hôtel Le Blason (Amboise e Chenonceau) e Hôtel Anne d'Anjou (Chinon e Saumur).
Onde comer no Vale do Loire?
O guia do Vale do Loire tem 12 lugares escolhidos para comer, com mais opções em Blois e Chambord, Amboise e Chenonceau, Chinon e Saumur e Tours. Alguns nomes da lista: Au Rendez-Vous des Pêcheurs (Blois e Chambord), L'Orangerie do Château de Chenonceau (Amboise e Chenonceau) e L'Alchimiste (Chinon e Saumur).
O que fazer no Vale do Loire?
O guia do Vale do Loire reúne 17 programas (passeios), com mais opções em Amboise e Chenonceau, Tours, Blois e Chambord e Chinon e Saumur. Alguns nomes da lista: Balloonrevolution - Amboise Montgolfière (Amboise e Chenonceau), Basílica Saint-Martin de Tours (Tours) e Château de Chambord (Blois e Chambord).
Como chegar ao Vale do Loire?
Origem do voo: São Paulo (GRU). Duração média: cerca de 11 horas e 30 minutos. Aeroporto de chegada: Aeroporto Charles de Gaulle (CDG), Paris. O TGV para Tours ou Saint-Pierre-des-Corps sai da Gare Montparnasse, em Paris, não do próprio aeroporto: é preciso atravessar a cidade de trem ou táxi antes de pegar o trem regional.
Como se locomover no Vale do Loire?
A melhor forma de conhecer o Vale do Loire é de carro, alugado em Paris ou direto em Tours, seguindo a estrada que acompanha o rio entre os castelos. Sem carro, dá para usar trens regionais entre Tours, Amboise, Blois e Saumur, complementando com táxi ou bicicleta para chegar aos castelos que ficam fora do centro das cidades.
É seguro viajar sozinha para o Vale do Loire?
O Vale do Loire é uma das regiões mais tranquilas da França para mulher viajando sozinha, com cidades pequenas, boa iluminação e movimento constante de turistas ao longo do dia. O cuidado maior é logístico, não de segurança: estradas rurais sem iluminação à noite entre uma cidade e outra, e trens regionais que reduzem a frequência depois das 21h. Em Tours, a atenção é a comum de qualquer centro urbano depois da meia-noite.
Que documento o brasileiro precisa para ir ao Vale do Loire?
Brasileiros não precisam de visto para estadias turísticas de até 90 dias dentro de um período de 180 dias, dentro do espaço Schengen. A autorização ETIAS (20 euros, validade de até três anos) ainda não estava em vigor até setembro de 2026, com lançamento previsto para o final do ano: confirme a exigência mais atual antes de comprar a passagem.
Qual é a moeda, o idioma e a tomada no Vale do Loire?
Moeda: Euro (EUR). Idioma: Francês (inglês comum em hotéis e pontos turísticos, menos falado que em Paris). Tomada: 230V / 50Hz: adaptador tipo C ou E necessário para aparelhos brasileiros. Fuso horário: hoje, 4 horas à frente de Brasília.
Regiões do Vale do Loire
- Amboise e Chenonceau: A porta de entrada mais usada do vale, com o castelo de Da Vinci de um lado e o castelo que atravessa o rio do outro.
- Blois e Chambord: O castelo mais ambicioso do vale ao lado da cidade que resume oito séculos de arquitetura em quatro fachadas.
- Tours: A capital não oficial do vale, com vida de cidade grande, universidade e a melhor base para quem quer restaurante bom todo dia.
- Chinon e Saumur: O trecho de Joana d'Arc e dos cavalos, entre a fortaleza medieval de Chinon e o castelo mais fotografado do rio em Saumur.
- Villandry e Azay-le-Rideau: O trecho mais verde do vale, com o maior jardim de castelo da França e o castelo que parece boiar sobre a água.
Onde ficar no Vale do Loire
- Château de Nanteuil (Blois e Chambord)
- Château de Rochecotte (Villandry e Azay-le-Rideau)
- Domaine des Hauts de Loire (Blois e Chambord)
- Hôtel Anne d'Anjou (Chinon e Saumur)
- Hôtel Anne de Bretagne (Blois e Chambord)
- Hôtel de Biencourt (Villandry e Azay-le-Rideau)
- Hôtel Diderot (Chinon e Saumur)
- Hotel e Spa Oceania L'Univers Tours (Tours)
- Hôtel Le Blason (Amboise e Chenonceau)
- ibis Blois Centre Château (Blois e Chambord)
- ibis budget Tours Centre Gare (Tours)
- La Brèche (Amboise e Chenonceau)
- Le Grand Monarque (hotel) (Villandry e Azay-le-Rideau)
- Le Manoir Les Minimes (Amboise e Chenonceau)
- Mercure Bords de Loire Saumur (Chinon e Saumur)
- Mercure Tours Centre Gare et Congrès (Tours)
Onde comer no Vale do Loire
- Au Rendez-Vous des Pêcheurs (Blois e Chambord)
- Auberge do Século XII (Villandry e Azay-le-Rideau)
- L'Alchimiste (Chinon e Saumur)
- L'Auberge, Les Sources de Cheverny (Blois e Chambord)
- L'Océanic (Chinon e Saumur)
- L'Orangerie do Château de Chenonceau (Amboise e Chenonceau)
- La Roche Le Roy (Tours)
- Le Bistrot des Hauts de Loire (Blois e Chambord)
- Le Grand Monarque (restaurante) (Villandry e Azay-le-Rideau)
- Le Lion d'Or (Amboise e Chenonceau)
- Le Vieux Murier (Tours)
- Restaurante gastronômico Les Hauts de Loire (Blois e Chambord)
O que fazer no Vale do Loire
- Balloonrevolution - Amboise Montgolfière (Amboise e Chenonceau)
- Basílica Saint-Martin de Tours (Tours)
- Cadre Noir de Saumur (Chinon e Saumur)
- Catedral Saint-Gatien de Tours (Tours)
- Château de Azay-le-Rideau (Villandry e Azay-le-Rideau)
- Château de Chambord (Blois e Chambord)
- Château de Chenonceau (Amboise e Chenonceau)
- Château de Cheverny (Blois e Chambord)
- Château de Saumur (Chinon e Saumur)
- Château de Ussé (Villandry e Azay-le-Rideau)
- Château de Villandry (Villandry e Azay-le-Rideau)
- Château do Clos Lucé (Amboise e Chenonceau)
- Château Royal d'Amboise (Amboise e Chenonceau)
- Château Royal de Blois (Blois e Chambord)
- Fortaleza Real de Chinon (Chinon e Saumur)
- Maison Laudacius (Tours)
- Place Plumereau e o Vieux Tours (Tours)